brunacrioula.com
comida para transformar
Peço licença para receber sua atenção. Sou Bruna Oliveira, mãe do Inácio, pessoa encantada com a vida — especialmente aquela que acontece numa cozinha, numa horta comunitária ou numa biblioteca.
"Nossos pratos são janelas para entender o mundo — e transformá-lo."
Sobre
Sou Bruna Crioula — o nome público de Bruna Oliveira. Antes de ser nome, esse nome precisou virar morada. Foi nele que aprendi a reunir partes de mim que o mundo insiste em separar com violência e pressa: a pesquisadora, a nutricionista ecológica, a comunicadora popular, a mulher africana em diáspora no Brasil, a mãe, a coletora urbana, a curadora alimentar.
Minha trajetória se desenhou no encontro entre ciência, memória, política e sensibilidade. Sou mestra em Ciências Sociais, mas também sou filha de histórias que não começaram em livros e nem terminam neles. Aprendi cedo que alimentação não diz respeito apenas ao que se come. Ela revela quem tem terra, quem tem tempo, quem tem água limpa, quem tem direito à abundância — e quem foi empurrado para sobreviver entre ausências.
Desde 2017, à frente da Crioula Curadoria Alimentar, germino ideias, sementes e autonomias a partir de uma leitura afro-referenciada dos sistemas alimentares — devolvendo densidade ao alimento e centralidade àquilo que foi tratado como resto, costume ou detalhe doméstico.
Trabalho
Produção de saberes sobre alimentação saudável numa afroperspectiva, sistemas alimentares antirracistas e plantas alimentícias não colonizadas. Cursos, oficinas, aulas, mentorias e parcerias com instituições de ensino e pesquisa — incluindo o Curso Livre Alimentação Saudável numa Afroperspectiva.
Criação de narrativas e estratégias que ampliam o letramento alimentar racializado, combatem o epistemicídio culinário e valorizam as culturas alimentares negras e tradicionais. Mais de 60 mil pessoas acompanham esse trabalho nos perfis @brunacrioula e @crioulacuradoria.
Imersões culinárias, vivências educativas e produções culturais que unem arte, ancestralidade e comida como linguagens de transformação. Curadoria alimentar entendida como gesto de reencantar a relação entre o alimento, o corpo e o planeta.
04
Articulação de redes, movimentos e instituições para enfrentar o racismo alimentar e o nutricídio. Participação no Movimento Banquetaço Nacional, na construção da Carta Antirracista do Slow Food Brasil e em consultas públicas sobre sistemas alimentares e clima.
Conceito autoral
A designação Plantas Alimentícias Não Convencionais carrega em si o peso de uma perspectiva colonial: não convencionais para quem? Para qual corpo, qual território, qual cultura?
"Não chamo de 'não convencionais' as plantas que sempre estiveram nos quintais e nas feiras de nossas comunidades. Elas não são 'alternativas' — são fundamentais."
A partir da pesquisa de mestrado em Ciências Sociais, desenvolvi uma crítica contracolonial que germinou o conceito de Plantas Alimentícias Não Colonizadas (PANC ancestrais) — uma ressignificação que desloca o olhar, reconhece resistências e abre passagem para saberes que antecedem a linguagem que tentou enquadrá-los.
Acesse
Dissertação de Mestrado
Não Convencionais para quem? Uma crítica contracolonialista sobre as PANC no Brasil.
Cursos e Formações
Alimentação Saudável numa Afroperspectiva e outras jornadas de aprendizagem.
Mídia Kit e Fotos
Material para imprensa, assessoria e parceiros institucionais.
YouTube
Aulas, rodas de conversa e produções em vídeo sobre comida, raça e ancestralidade.
@brunacrioula — conteúdo educativo e afetivo sobre alimentação, raça e sustentabilidade.
Fale comigo
Parcerias, convites, projetos e consultoria — todo alimento começa com um encontro.
Presença pública
2025
Reportagem internacional: "Bruna Crioula, la cueilleuse urbaine qui décolonise les assiettes" — trajetória como nutricionista, pesquisadora e ativista que propõe a descolonização da comida brasileira.
Ler reportagem
2025
A Crioula Curadoria Alimentar foi selecionada como Semente pelo Óstara Collective para o programa global de inovação em sistemas alimentares sustentáveis.
Saiba mais
2023
Finalista na categoria Educação e Oportunidades pelo Instituto Identidades do Brasil, pelo trabalho de formação em alimentação saudável numa afroperspectiva.
Ver premiação
Escritas
Uma janela para textos, artigos e narrativas sobre comida, raça e ancestralidade.
Ativismo alimentar
Educação alimentar racializada para sistemas alimentares mais justos e saudáveis — Instituto Comida e Cultura
Soberania alimentar
Uma escrita para alimentar a luta — Slow Food Brasil
Cultura alimentar
A alimentação brasileira numa afroperspectiva — Editora Intrínseca
Comida é verdade.
Comida é conexão.
Tá no corpo. Tá na alma. Tá nas estrelas.